terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

CEAL/LP

Turma de Pedagogia visita o CEAL
Para conhecer na prática como acontece o atendimento aos deficientes auditivos, a turma do 3º semestre de Pedagogia da FACITEC, do turno matutino, visitou o Centro Educacional da Audição e Linguagem – Ludovico Pavoni (CEAL-LP). A visita ocorreu pela primeira vez no dia 19 de outubro, com o acompanhamento do professor Alexandre de Paula.

O CEAL é uma instituição sem fins lucrativos e seu trabalho acontece há 30 anos, com apoio a bebês e crianças surdas carentes até a idade adulta. Com a ajuda de parceiros e convênios, são oferecidos diversos serviços às crianças e suas famílias.

A entidade trabalha com atendimentos especializados e vários profissionais, como psicólogos, fonoaudiólogos, médicos, dentistas, nutricionistas, assistentes sociais e professores da Secretaria de Educação do Distrito Federal.

Segundo o diretor da entidade, padre Giuseppe Rinaldi, entre os principais objetivos do CEAL estão o diagnóstico precoce, a reabilitação e a inclusão na sociedade. Ele afirma que a instituição é um ponto de referência de inclusão, pois é procurada por empresas para incluírem os surdos no mercado de trabalho.
“Nós fazemos profissionalização, principalmente, na área de informática, para os alunos serem encaminhados e se tornarem independentes. Trabalhamos muito com as famílias, que não podem se omitir, mas assumir seu papel. Damos suporte quando são pobres e desestruturadas”, revela Giuseppe.

O apoio às famílias acontece com atendimento comunitário, distribuição de cestas básicas e bazares de roupa. São oferecidos cursos de cidadania, alfabetização, informática, artesanato, doceiras, salgadeiras, cabeleireiro, manicure, corte e costura. Além disso, o CEAL conta com voluntários e também recebe estagiários nas áreas de atuação.

Padre Giuseppe conta que são mais de 1800 pacientes, entre crianças e idosos beneficiados com aparelhos de graça. O implante custa R$100 mil na rede pública e os aparelhos chegam a R$5 mil. “O CEAL é o maior centro do mundo que acompanha pessoas implantadas e oferece terapia. A tecnologia é cara, mas não tem custo o investimento na pessoa e na cidadania”, afirma.

Para uma das integrantes da turma, Abadia Duarte Guimarães, a visita foi importante pelo conhecimento profissional e pessoal que adquiriu: “além do aprendizado para o curso, trouxe experiência de vida. Algo que me preocupa é a inclusão social nas séries iniciais e a capacitação dos professores. Para um trabalho social, percebi que um grupo pode conseguir parcerias e recursos financeiros para ajudar a quem precisa.”

O professor Alexandre de Paula explica a importância da prática desenvolvida: “a visita permitiu o contato com uma instituição séria. É importante também a chance da FACITEC em abrir as portas para os alunos, com o estágio na educação especial, uma área que carece de profissionais”, conclui.

Nesta segunda-feira (15), o governador José Roberto Arruda foi homenageado no Centro Educacional de Audição e Linguagem Ludovico Pavoni (CEAL) pela assinatura do convênio que permite a realização do implante coclear (ouvido biônico) em crianças.

O acordo, firmado no mês passado, facilita o acesso a aparelhos externos de audição depois do credenciamento do Hospital Universitário de Brasília (HUB) como primeiro hospital público do Distrito Federal – o oitavo no país – autorizado a fazer esta operação.

Cada aparelho custa R$ 43 mil e agora será bancado pelo Sistema Único de Saúde. Com o programa da Secretaria de Saúde, o hospital universitário pretende atender mensalmente até 65 pessoas com diferentes níveis de surdez.

Há mais de 30 anos o CEAL realiza um trabalho com crianças e jovens para inseri-los na sociedade e prepará-los para a convivência social e o mercado de trabalho. O Centro oferece aulas de reforço, alfabetização, natação, acompanhamento com psicólogas, fonoaudiólogas e dentistas, além dos exames pré-operatórios para implante do aparelho coclear. Os alunos do CEAL não precisam pagar nada para freqüentar as aulas e os pais, além de acompanhar o desempenho dos filhos, também podem participar das atividades.

Mãe de um dos alunos, Estefânia Leite, 35 anos, conta que desde que freqüenta o CEAL, seu filho, Eric, de três anos, está muito mais esperto. “Ele participa de várias atividades e adora vir pra cá”, relatou. “Já está tudo encaminhado pra que ele receba o aparelho auditivo. Se não fosse o convênio eu não poderia pagar”, completou.!!!

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